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Essa é a mão de alguém que nasceu no mês de maio de 1976, mais precisamente no dia 31, às 8h35 da manhã.
Alguém que estava muito bem na barriguinha da mamãe, estava sentada lá, nem se deu ao trabalho de se encabeçar na porta da frente...
Queria sair não sei por onde... pela boca será?
Essa é a mão de uma criatura do signo de gêmeos... indecisaaa, insegura, amiga e sorridente! E que tem ascendente em câncer... calma, caseira, "manteiguinha derretida"...
Essa é a mão de alguém que sempre teve uma vida razoavelmente boa.
De alguém que nasceu em Niterói, e sua primeira casa foi num lugar cheio de árvores, muito mato... muitas flores...
muita plantinha venenosa pra comer e parar no hospital... rsss
Essa é a mão de alguém que tem pai, mãe e dois irmãos mais velhos.
É a mão de uma pessoa que quando tinha 4 anos se arrumava todo dia de manhã e pedia pro pai a levar para a escola,
e que quando foi realmente, se mostrou uma menina comportada, tímida, amável e sensível, mas que nunca deixou de dizer o que achava, por esses e outros motivos, teve alguns problemas no decorrer da vida escolar.
E que repetiu de ano sim!! Duas vezes, repetiu a quinta série porque odiava a escola que tinha acabado de entrar.
Repetiu a sétima por problemas que teve em casa.
Essa é a mão de alguém que de tão revoltada que ficou pela repetência, resolveu fazer um supletivo durante as férias... rsss...
logo depois percebeu que o supletivo não daria base nenhuma, e por isso,
batalhou para se matricular por conta própria, sem a autorização dos pais, numa escola pública (já no mês de maio)...
e conseguiu!
Que fez prova pra entrar no segundo grau... fez o chamado "normal" (segundo grau pedagógico - formação de professores).
Essa é a mão de alguém muito namoradeira... de alguém que passou uma infância brincando, brincando e brincando e a adolescência brincando de namorar e... namorando de brincadeira...
Mas esse alguém aí teve decepções amorosas... e como teve!
Esse alguém fez vestibular muiiiitas vezes, até o dia que bateu o pé e passou logo para a UERJ e para a UFRJ.
Escolheu a UFRJ - Artes Cênicas (Indumentária), porque essa é realmente a sua paixão.
Essa é a mão de uma mulher que tem o carnaval como o seu maior prazer!
Essa é a mão de uma mulher que escolheu uma religião linda pra seguir, uma religião que lhe dá todas as respostas que precisa para entender os mistérios da vida e da morte,
e que tem Deus como a sua maior força!
Essa é a mão de uma mulher que espera para o futuro muitas vitórias, muitas conquistas , mas principalmente muito amor e paz.
Essa mão já pegou em muitas outras mãos para seguir na estrada da vida... os seus amigos são tão sagrados quanto a sua família!
Essa é a minha mão, siga comigo você também... sempre cabe mais um!

"A cigana leu o meu destino, eu sonhei..."



- Postado por: Letycia Fiuza às 17h05
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ARTIGO ESCRITO POR RITA LEE 
Que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres? 
Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. 
Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. 
Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. 
Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas. 
Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. 
Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso  para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens. 
E, com isso, Barbies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres(as baixinhas, as gordas, as de óculos) um sentimento de perda de auto-estima. 
Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças, em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. 
E,no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a  teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torna-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo. Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. 
Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque 
têm que derramá-lo na  menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque  lhes tiram os filhos de sua convivência e os
colocam na marginalidade, na  insegurança e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito aocorpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura 
de suas mentes e a doçura de seus corações. 

Nem toda feiticeira é corcunda. 
Nem toda brasileira é só bunda . 
Rita Lee - Compositora e Cantora


Muito "phoda" esse texto... vamos refletir...

 Bjux...



- Postado por: Letycia Fiuza às 18h22
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Ahhhhhhhhh...  hoje eu tô só curtindo o visual novo do meu blog... mas vou aproveitar que hoje é o dia da Liberdade de Imprensa... vou postar um texto interessante do Veríssimo, e amanhã preparem-se... vou postar um outro texto muito bom! Aproveitem pra me dizer se o blog ficou legal com esse novo template... Bjux...


Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus". E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior "T" e, nesse momento, ela parou e me disse:

- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace... Eu falei:- O QUEEE?
Ela falou:- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais
como mulher.

Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi. No dia seguinte, fomos ao shopping. Entramos em uma grande loja de
departamentos...
Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos a seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.

Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz! Quando ela falou:
- Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Daí eu disse:
- Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem... Só quero que
você me abrace.
Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei:
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem.
Vinguei-me, mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de 2010.
(Luiz Fernando Veríssimo)


 



- Postado por: Letycia Fiuza às 18h22
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Hino Dos Malucos

Nós, os malucos, vamos lutar
Pra nesse estado continuar
Nunca sensatos nem condizentes
Mas parecemos supercontentes
Nossos neurônios são esquisitos
Por isso estamos sempre aflitos
Vamos incertos
Pelo caminho
Nos comportando estranhos no ninho
Quando a solução se encontra, um maluco é do contra
Mas se vai por lado errado, um maluco vai do lado

Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira,
se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

Nós, os malucos, temos um lema
Tudo na vida é um problema
Mas nunca tente nos acalmar
Pois um maluco pode surtar
Os nossos planos são absurdos
Tipo gritar no ouvido dos surdos
Mas todo mundo que é genial
Nunca é descrito como normal
Quando o papo se esgota,
um maluco é poliglota
Mas se todo mundo grita,
um maluco se irrita

Malucos, somos iguais a diferença
e todos temos uma crença:
seguir a lei jamais compensa
Malucos, somos a mola desse mundo,
mas nunca iremos muito a fundo
nesse dilema tão profundo



- Postado por: Letycia Fiuza às 18h02
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